LTSP
Vou relatar minha experiência pessoal com o Linux Terminal Server Project (LTSP), pois tenho como projeto montar telecentros para escolas e entidades de assistência social.
Montar uma rede LTSP na minha própria casa foi a minha tarefa de passagem de ano (2008-2009). Nada como ser a cobaia da minha própria experiência.
No final do ano eu comprei o material necessário para montar a rede (switch, placas, cabos, etc.). De início eu tinha em mente ligar os equipamentos ao switch, mas, após sofrer por algumas noites em claro, acabei optando pelo modo tradicional mesmo: Uma placa conectada ao switch (para as estações) e a outra conectada ao modem ADSL (para a Internet). Nessa rede eu também decidi permitir o acesso a PCs comuns à Internet.
Vamos às credenciais:
- Servidor: Celeron 333 MHz – 512 MB RAM – HD 10 GB (Acredite, o servidor é um PC velho mesmo!) com Slackware 12.0 e LTSP 4.2;
- Estação: Pentium 166 MHz – 32 MB RAM – Sem HD – Boot por disquete gPXE;
- PC indepentente: Asus EEE PC 701 – 512 MB RAM – SSD 4 GB e Cartão SD 8 GB.
Não vou me ater a detalhes de instalação, mas alguns detalhes não podem passar despercebidos:
- O servidor requer os seguintes serviços habilitados: DHCP, TFTP, NFS e XDMCP.
- As estações precisam de memória RAM e placa de rede.
- O boot das estações varia conforme a placa-mãe. Placas mais antigas requerem o boot pelo disquete (com o gPXE), enquanto as mais novas bootam diretamente pela placa de rede.
- A conexão à Internet difere entre uma estação e um PC comum na mesma rede. Um PC requer conexão via proxy. O serviço Proxy também deve estar habilitado no servidor.
Apanhando durante a montagem da rede, aprendi algumas lições preciosas:
- O servidor obrigatoriamente deve ter DUAS placas. Apesar de dois servidores DHCP poderem conviver em uma mesma rede, as estações fatalmente acabam acessando um servidor que não possui o TFTP, ocasionando o travamento no boot.
- A utilização de proxy transparente no servidor requer a configuração de regras de firewall (iptables). Isso é útil para unificar o acesso via proxy, tanto para os PCs quanto para as estações.
- No caso do servidor, esqueça o modo bridge. É para substituí-lo que é necessário o proxy. O uso do modo bridge tem o mesmo efeito de como se todos os equipamentos fossem ligados diretamente no switch.
- O servidor acessa o DHCP do modem, e a rede acessa o DHCP do servidor.
Normalmente, para um servidor LTSP é obrigatório um PC mais parrudo (> 1 GHz). Mas, como já tenho PCs velhos em casa e tenho a intenção de adquirir um novo, e senti a necessidade de montar essa rede como demonstração do meu projeto com telecentros, acabei me precipitando mesmo. Se bem que a performance não diminuiu muito no servidor (um Celeron velho, que tem sido usado para muita coisa, desde servidor de arquivos até autenticador de blogs! ;)
Como uma imagem vale mais que mil palavras, observe estas:
- O servidor
- A tela de login do servidor
- Switch e modem (e uma impressora no meio)
- A estação
- A estação em ação
- A estação acessando o Google
- Um PC independente na rede (êêê)
- Eee PC acessando o Google na rede LTSP via proxy
Para encerrar, gostaria da ajuda de parceiros nesse projeto que, na prática, visa trazer inclusão social e digital a crianças, jovens e adultos carentes. Com o Linux bem a frente das questões de inclusão (ausência de custos com licenças, suporte a hardware antigo, a parceria do LTSP com a Canonical (Ubuntu e Edubuntu), etc.), sinto-me livre para levar esse projeto adiante, pois ele será realizador, tanto para mim quanto para todos que se envolverem nele, ativa, passiva ou indiretamente.
Para mais informações, deixe seu comentário. Desde já agradeço o apoio.








